Todo ser humano invariavelmente cresce aprendendo a forjar sua própria armadura, para sobreviver a selva que o aguarda mundo a fora. Todos nós vivemos e ainda vamos viver em função das diversas máscaras que construímos para escapar da crítica e do julgamento alheios. Escapamos de algumas com o passar dos anos, mas sempre haverão outras a apertar nossos orgulhosos narizes.
A prisão a que todas estas máscaras nos impõem, ainda é o maior de todos os fardos da humanidade em função do coletivo e da suposta 'ordem das coisas'.
Não consigo, infelizmente, acreditar que algum dia nos livraremos deste artefato que esconde o que realmente somos - inclusive de nós mesmos, e que é a maior causa de todas as nossas aflições e desgraças pessoais. Pelo menos não enquanto estivermos amarrados a esta casca de carne que faz peso a nossa alma e espírito.
A pressão de tantos disfarces e escudos, tantas couraças internas e externas... Tudo isso acaba por nos fazer acreditar que nossas falhas definem o que somos. Esquecendo dos próprios princípios e objetivos que tínhamos, muitos de nós nos perdemos em um velho sentimento de melancolia e vazio que nos acompanha pelo resto da vida. Daí surgem os males como a depressão e tantos outros danos em nossa mente. É uma prisão delicada, porém verdadeiramente limitadora, nociva.
Quão custoso é impor sua verdadeira vontade, sem que seja pautada por influências, limites, modas e aparências? O quanto ainda nos machucaremos em prol deste tal coletivo, desta tal honra e moral?
Nascemos como seres que se questionam, que se transmutam, que... pensam?
Mas, por ser tão intensamente egocêntricos e carentes de atenção... Ainda haveremos de ser extintos, após tantos anos de suposta "evolução", pela nossa maior inimiga: a ignorância.

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