Acho que sempre acreditei nele.
Sou o tipo de pessoa que se pode chamar de passional, romântica, sensível, intensa.
Mesmo antes de entender esse sentimento, eu já o sentia em mim.
Não tem como duvidar de algo que já está dentro de você… Ou será que tem?
Na verdade, tem como sim. Já muitas vezes duvidei de mim.
Do amor, nunca.
O vejo nas plantas, nos animais, nas pessoas…
Eu não estou falando só de amor romântico, porque esta palavra é tão ampla, tão abrangente… E tão intensa em mim.
Quem nunca viu o amor numa pintura? Numa foto?
O amor está num simples toque.
No silêncio entre duas pessoas.
Na compreensão das diferenças.
Na admiração pelo outro.
Na beleza que está dentro.
O amor é o que me move, desde que me lembro.
Já perdi a esperança nas pessoas e até no sentido da vida, algumas vezes ao longo dos anos. Mas o amor sempre estava lá, em algum lugar.
O que me faz acreditar no amor, nunca foi exatamente uma pessoa, mas o próprio sentimento em si.
Acho que simplesmente mora no meu peito. Habita em mim, tatuado em minh’alma. Na minha fé.
Esteve sempre lá.
Ah, amor.
Ele me segura em seu colo.
Ela me carrega em suas águas doces, sempre a correr em minhas veias.
Me faz olhar de novo. Acreditar novamente.
Ser. Sentir. Respirar.
Amar.
Ayêyê.
Vivo.
Logo... Amo.

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