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Dos sons e dos Gestos

O som e a linguagem corporal me transmitem certas mensagens e sensações. Meu primeiro projeto do blog, Minha Voz Sobre as Vozes da Língua, é um apanhado de perfis conceituais sobre o que me dizem alguns idiomas que ouço, enquanto observo seus falantes. Personificações da língua, como se fossem vivas e, elas próprias, pequenas criaturas repletas de personalidade, sabores, texturas, aromas e cores.

Por favor não pensem que pretendo generalizar, nem muito menos hostilizar nenhum país ou cultura, rotulando seus nativos como isto ou aquilo, que fazem assim ou assado. É um retrato do meu olhar apaixonado pelo som da fala humana. Tudo feito com o maior carinho de alguém nunca viajou para fora do seu país, - ainda! - mas que ama escutar e aprender palavras, expressões, culturas e idiomas de todo tipo de ser humano de qualquer parte do mundo.

Serão pequenos textos com impressões sobre o que os seus fonemas, sílabas, entonações, imposições gírias e posturas de comunicação me transmitem e me fazem imaginar.

Uma viagem nos sons das sílabas e da linguagem corporal…

Uma aventura sinestésica e atrevida por entre as vozes idiomáticas diversas que escuto por aí.

E este assunto vai longe Ah! Muito Longe!

Mas caminhará com um idioma por vez.

Ainda não entendeu direito o que vai ser essa maluquice?

Eu Conto! Segue o Marcador "Minha voz sobre as Vozes da Língua" e comente, se quiser e puder.

Comentários

A Galera Gostou...

Vivo. Logo...

Acho que sempre acreditei nele. Sou o tipo de pessoa que se pode chamar de passional, romântica, sensível, intensa. Mesmo antes de entender esse sentimento, eu já o sentia em mim. Não tem como duvidar de algo que já está dentro de você… Ou será que tem? Na verdade, tem como sim. Já muitas vezes duvidei de mim. Do amor, nunca. O vejo nas plantas, nos animais, nas pessoas… Eu não estou falando só de amor romântico, porque esta palavra é tão ampla, tão abrangente… E tão intensa em mim. Quem nunca viu o amor numa pintura? Numa foto? O amor está num simples toque. No silêncio entre duas pessoas. Na compreensão das diferenças. Na admiração pelo outro. Na beleza que está dentro. O amor é o que me move, desde que me lembro. Já perdi a esperança nas pessoas e até no sentido da vida, algumas vezes ao longo dos anos. Mas o amor sempre estava lá, em algum lugar. O que me faz acreditar no amor, nunca foi exatamente uma pessoa, mas o próprio sentimento em si. Acho que simplesmente...

O Antigo e o Novo

Está deserto e silencioso. A areia é fofa, morna e instável sobre seus pés descalços. Mas o caminhar é firme. A saia despontada e longa, raspa em suas canelas enquanto caminha e reluz sob a luz do sol. Passa devagar pela fileira de seus irmãos de jornada em meditação, carregando uma cunca acobreada e irregular com cerimônia e respeito. Por fim alcança o mestre. Por alguma razão, os cristais dispostos em torno da testa grisalha lhe transmitem transparência e energia. A pergunta que traz a ele é bem simples. Inclina a cabeça em respeito, Antes de proferi-la: – O que devo fazer com isto? – Leve ao local que pertence aos antigos. A resposta também é simples e direta. Outra reverência respeitosa. O entendimento é literal e, portanto, as ações a princípio são mecânicas. Dá alguns passos a frente, escolhendo o melhor local para virar o recipiente, liberando no ar as cinzas e pó que ali se encontravam paradas sem atingir ninguém ao seu redor. Segue até uma pequena prateleira, onde ...

Revoada

... Posso observar a revoada das andorinhas-de-sobre-branco na sacada, As abelhinhas jataí nas plantas que cultivei, Ouvir o canto alegre das maritaquinhas nas árvores da praça... Nada é meu. Mas essa vida frágil que resiste a cidade cinza, Me cura. Esses momentos são tudo para mim. Nada possuo. Neles me agarro. Respiro. Me arrebatam.