Fecho os Olhos, ainda consigo me lembrar
Quando era criança, sempre estava a imaginar!
Olhava as estrelas, admirava a lua
Crendo que se nela visse um coelho, o amor visitara a alma sua...
Mas se visse Jorge e o Dragão, viveria uma aventura digna de coleção!
Temia apontar as estrelas, pois faz nascer verruga
Tão certo, quanto muito tempo no banho a pele enruga!
Se visse um vagalume, logo queria tê-lo em mãos
Indagar se ele e as estrelas já haviam sido irmãos
Questionar se acaso o Cruzeiro do Sul
Já tentara casá-lo com uma das Três Marias
Se ao vagar o céu em seu profundo azul
Descobriu as maravilhas e magias
Acaso o sono me pesasse o olhinho
Decerto era Morfeu e seu pozinho!
Amanhecia o dia, sempre com música e alegria
- Sim! Fosse passarinho, um instrumento, o vento ou um caminhão
Em meus ouvidos tudo virava uma canção!
O sol saiu, sem dar um piu?!
Bora olhar a pintura divina do dia!
Parecerá abstrata ou com uma cotia?
Terá cores vivas ou cinzentas?
Texturas lisas ou gosmentas?
As nuvens estão compridas, feito um borrão?
Parecem um cachorro ou um tufo de algodão?
Se eu subisse uma escada longa, alcançaria ou não?
Ao arrancar-lhe um naco, esse algodão seria doce?
Por que parei de ver encanto onde quer que eu fosse?!
Abro os olhos e ainda lembro,
Sinto um calor percorrer cada membro...
Se a memória ainda vive, que tal um resgate?
Parar de achar que sair do comum é um disparate?
Quando era criança, sempre estava a imaginar!
Olhava as estrelas, admirava a lua
Crendo que se nela visse um coelho, o amor visitara a alma sua...
Mas se visse Jorge e o Dragão, viveria uma aventura digna de coleção!
Temia apontar as estrelas, pois faz nascer verruga
Tão certo, quanto muito tempo no banho a pele enruga!
Se visse um vagalume, logo queria tê-lo em mãos
Indagar se ele e as estrelas já haviam sido irmãos
Questionar se acaso o Cruzeiro do Sul
Já tentara casá-lo com uma das Três Marias
Se ao vagar o céu em seu profundo azul
Descobriu as maravilhas e magias
Acaso o sono me pesasse o olhinho
Decerto era Morfeu e seu pozinho!
Amanhecia o dia, sempre com música e alegria
- Sim! Fosse passarinho, um instrumento, o vento ou um caminhão
Em meus ouvidos tudo virava uma canção!
O sol saiu, sem dar um piu?!
Bora olhar a pintura divina do dia!
Parecerá abstrata ou com uma cotia?
Terá cores vivas ou cinzentas?
Texturas lisas ou gosmentas?
As nuvens estão compridas, feito um borrão?
Parecem um cachorro ou um tufo de algodão?
Se eu subisse uma escada longa, alcançaria ou não?
Ao arrancar-lhe um naco, esse algodão seria doce?
Por que parei de ver encanto onde quer que eu fosse?!
Abro os olhos e ainda lembro,
Sinto um calor percorrer cada membro...
Se a memória ainda vive, que tal um resgate?
Parar de achar que sair do comum é um disparate?

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